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Campanha contra a discriminação por HIV/AIDS no Mundo do Trabalho

O Brasil no século passado, particularmente durante a década de noventa, tem sido considerado pioneiro em diversas iniciativas no âmbito do enfretamento da epidemia da aids. Ainda que o início da resposta em nível federal tenha se iniciado um pouco tardiamente em virtude de debates ideológicos sobre a ocorrência do evento no Brasil e sua relativização enquanto prioridade de saúde publica, a partir da decisão política de se estabelecer mecanismos de promoção a saúde e proteção social, estabeleceu-se um processo cientificamente fundamentado e de amplo envolvimento social, onde a sociedade organizada atuou como sujeito de direito e contribuiu de modo efetivo na definição das políticas e implementação de ações.

Ressalte se que o controle social do Estado, conforme preconizado pelo SUS se deu de modo mais visível e concreto, a partir dessa área em particular; por outro lado, temos também claro, boa parte das ações e programas estabelecidos foi possível graças à existência do Sistema Único de Saúde, ainda o grande responsável pela manutenção das políticas públicas formuladas. A busca da integralidade na resposta, onde promoção, prevenção e atenção passam a fazer parte de uma abordagem harmônica e a pioneira implantação do acesso à terapia antirretroviral destacam-se como referencia globalmente.

Como parte integrante dessa resposta, além do terceiro setor, a mobilização de estados e municípios, o envolvimento dos meios de comunicação e a participação do setor empresarial nacional privado foi e continua sendo de estrema relevância com vistas a atingir os objetivos estabelecidos pelo país em consonância com as diretrizes estabelecidas pelas Nações Unidas e segundo formulação técnica globalmente definida pelo UNAIDS. Como se encontra registrado nesse documento, a criação do Conselho Empresarial Nacional em HIV/AIDS (CENAIDS) foi um marco político de grande envergadura e encontra respaldo na política globalmente estabelecida. O SEST SENAT no âmbito do CENAIDS tem sido importante parceiro na formulação de modus operandi próprio com vistas a atingir seu publico de abrangência.

Sua atuação ininterrupta na busca de promover os métodos de prevenção segundo parâmetros cientificamente fundamentados e com ampla participação dos atores envolvidos é um exemplo de como se estabelecer uma resposta mobilizadora e eficiente, sem, contudo, omitir aspectos essenciais relativos a redução do estigma, discriminação e promoção da proteção social.

Este documento é parte integrante das estratégias estabelecidas pelo SEST SENAT numa gama de ações e atividades programáticas definidas para implementação, segundo preconizado pelo Plano Estratégico para 2011.

Refletir sobre a responsabilidade social da empresa, dos funcionários e membros de redes sociais, oferecendo instrumental necessário para discussão no que concerne ao marco legal, políticas publicas no ambiente de trabalho, a convivência social saudável e o respeito à diversidade e promoção de prevenção das infecções sexualmente transmitidas com especial ênfase para o HIV, encontram-se entre os aspectos aqui discorridos.

 

Pedro Chequer

Coordenador do UNAIDS no Brasil

(Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids )



Escrito por Serviço Social e Saúde às 09h15
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