In-Formação Continuada em Serviço Social e Saúde
   
 
 

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O BLog In-Formaçao Continuada em Serviço Social e Saúde está de parabéns!!!

 

Por quê??? Porque há 4 anos estamos mantendo no ar esta ferramenta de articulação que entre suas propostas está a oportunidade de dar “voz e vez” aos assistentes sociais que atuam na área da saúde, demanda esta advinda e fortalecida pelo “Seminário Serviço Social - Interfaces com a Saúde” realizado em julho de 2006, em Florianópolis, Santa Catarina.

O trabalho desenvolvido através do blog Informação Continuada em Serviço Social e Saúde engloba desde a mobilização e articulação dos acadêmicos em serviço social quanto aos profissionais já graduados e que já estão atuando no setor. Estabelece um novo desafio, onde habilidades digitais apresentam-se como novas ferramentas de comunicação que forneçam à categoria informações para capacitação profissional, espaço para socialização, troca de experiências e práticas, ou seja, um trabalho de cunho didático-pedagógico e pertencimento.

Segundo Orihuela (2006) a influência de um blog depende de sua popularidade medida em visitas, pela quantidade de links de acesso que recebe e, em conseqüência, pelo valor que lhe atribuem os buscadores, características estas que estão plenamente visíveis pelo número de acessos neste quatro anos (mais de 118.000 visitas) e pela facilidade de encontro pelos sites de buscas (Google, yahoo, etc.).

O Blog geralmente encontra-se entre as dez primeiras sugestões sobre o tema Saúde no âmbito do Serviço Social e seu link encontra-se inclusive no exterior: http://servicosocialsaude.wordpress.com/leituras/

Agradecemos aos nossos visitantes, colaboradores e parceiros que contribuem para a permanência e consolidação desta ferramenta.

Afetuosamente,

Equipe In-Formação Continuada em Serviço Social e Saúde

 

Referência citada:

ORIHUELA, José Luis. Nós, Usuários da Rede, Estamos Descobrindo que os Meios Somos Nós Mesmos. Software livre, blogs e TV digital: e o que tudo isso tem a ver com sua vida. Caderno IHU em Formação – Ano 2 – Nº 10, São Leopoldo: 2006.



Escrito por Serviço Social e Saúde às 16h13
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ALGUMAS TÉCNICAS DO PROFISSIONAL DE SERVIÇO SOCIAL

Assistente Social Lívia Carla de Souza Almeida

 A Folha de Produção Diária

Conceito: É um instrumento no qual o assistente social anota as demandas diárias, é uma folha que especifica a data e a ocorrência dos atendimentos para controle do assistente social.

Finalidade: Na folha de produção diária consta; a data do atendimento ou atividade, ao lado as atividades e as providências que foram tomadas e a assinatura do estagiário ou assistente social responsável no momento do atendimento. 

A Observação

Conceito: “A observação consiste na ação de perceber, tomar conhecimento de um fato ou conhecimento que ajude a explicar a compreensão da realidade objeto do trabalho e, como tal, encontrar os caminhos necessários aos objetivos a serem alcançados. É um processo mental e, ao mesmo tempo, técnico.” SOUZA (2000).

Finalidade: A observação é um instrumento importante em momentos de decisão em que o assistente social precisa ter segurança, fixando-se nos objetivos no qual se pretende alcançar. 

As Visitas domiciliares

Conceito: Segundo AMARO (2003), “é uma prática profissional, investigativa ou de atendimento, realizada por um ou mais profissionais, junto aos indivíduos em seu próprio meio social ou familiar”, a autora também nos revela que a entrevista possui pelo menos três técnicas embutidas como: a observação, a entrevista e a história ou relato oral.

Finalidade: A finalidade da visita domiciliar é específica, guiada por um planejamento ou roteiro preliminar. As visitas domiciliares têm a finalidade de fazer acompanhamento relacionados às condições de moradia, saúde, a fim de elaborar o relatório de visita domiciliar e emissão de parecer social. 

O Acompanhamento Social

Conceito: É um procedimento técnico de caráter continuado, e por período de tempo determinado, no qual é necessário que haja vínculo entre o usuário e o profissional.

Finalidade: O acompanhamento sócio-familiar é feito quando detectado na entrevista a necessidade de se fazer encaminhamentos diversificados. 

As Entrevistas

Conceito: Técnica utilizada pelos profissionais do Serviço Social junto aos usuários para levantamento e registro de informações. Esta técnica visa compor a história de vida, definir procedimentos metodológicos, e colaborar no diagnóstico social. A entrevista é um instrumento de trabalho do assistente social, e através dela é possível produzir confrontos de conhecimentos e objetivos a serem alcançados. É na entrevista que uma ou mais pessoas podem estabelecer uma relação profissional, quanto quem entrevista e o que é entrevistado saem transformados através do intercâmbio de informações (LEWGOY, 2007).

Finalidade: A entrevista tem objetivo em colher informações sobre o usuário.  

Os Relatórios

Conceito: É um documento de registro de informações, observações, pesquisas, investigações, fatos, e que varia de acordo com o assunto e as finalidades.

Finalidade: Os relatórios são bastante utilizados na prática profissional do assistente social por que serve como registro importante capaz de subsidiar decisões.  

Os Encaminhamentos

Conceito: É um procedimento de articulação da necessidade do usuário com a oferta de serviços oferecidos, sendo que os encaminhamentos devem ser sempre formais, seja para a rede socioassistencial, seja para outras políticas. Quando necessário, deve ser procedido de contato com o serviço de destino para contribuir com a efetivação do encaminhamento e sucedido de contato para o retorno da informação.

Finalidade: Os encaminhamentos são peça fundamental para que o trabalho do assistente social seja efetivado, por exemplo, se o programa está relacionado à inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiência, é necessário articular vagas nas empresas privadas ou instituições governamentais e não-governamentais. Além de incluir no mercado de trabalho, o assistente social deverá também proporcionar aos usuários do programa, cursos de capacitação profissional, neste caso a articulação através das redes se faz imprescindível. 

Fichas de Cadastro 

Conceito: É um instrumento de registro de informação destinado a receber informes, a fim de armazenar e transmitir informações sobre o usuário. As fichas de cadastro servem para transformar dados em informações.

Finalidade: A ficha de Cadastro serve como fonte para agrupamento de dados e informações sobre o usuário do programa, por exemplo. A ficha de cadastro é composta de informações diversas desde dados pessoais, endereço, documentação, parecer técnico.

 

 

Fonte: http://www.webartigos.com



Escrito por Serviço Social e Saúde às 15h21
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Alta Social:

a atuação do assistente social em cuidados paliativos

   

Assistente Social, Dra. Francis Sodré

Parte de artigo publicado na Revista “Serviço Social & Sociedade”, nº82 da Editora Cortez.

 

Somos profissionais que atuamos a serviço da vida, nas suas mais abrangentes determinações. Entretanto, teria a morte menor valor para o assistente social?

Nos trabalhos que desenvolvemos nos hospitais e unidades de saúde presenciamos diariamente o adoecimento pelas doenças do nosso século, como o câncer ou o HIV, mas a grande vilã tornou-se a violência urbana: acidentes de trânsito, homicídios, assaltos, seqüestros ou furtos seguidos de morte. Qualquer base de dados estatísticos nos mostra que esta é a maior causa de morte entre jovens e adolescentes no país. 

Mas várias são as situações sociais que se desdobram e chegam como demanda ao serviço social nas unidades de saúde e hospitais no momento da morte, ou após a morte. Vasconcelos (2002), em sua pesquisa, considerou que os assistentes sociais inseridos em hospitais, maternidades ou institutos desenvolvem atividades passíveis de uma observação especial, como: a) alta, b) remoção ou c) comunicação de óbito. Para ela, essas demandas são historicamente atribuídas ao serviço social, mas sempre causaram controvérsias no debate da categoria devido o seu componente burocrático. Segundo a autora, os assistentes sociais sempre conseguiram conduzir tal atividade de modo que se reverta aos interesses dos usuários.

O cumprimento de tarefas simples e disciplinares também fazem parte da rotina dos assistentes sociais nos hospitais e unidades de saúde. Em ambulatórios e programas os principais aspectos em relação ao usuário dizem respeito à observância de horários, períodos e prazo para retorno de consultas e controle de tratamentos; ao cumprimento rigoroso de procedimentos terapêuticos recomendados (para atendimentos a crianças em fase de imunização ou gestantes em pré-natal); além da interpretação de normas e rotinas dos serviços institucionais para os usuários.

Nos hospitais, os assistentes sociais incidem suas principais esferas de atuação sobre o cumprimento de horários e duração de visitas, o número de visitantes permitidos para cada paciente internado, comportamentos adotados durante a visita e, até mesmo, atitudes e comportamentos do paciente e família pós-alta médica ou atitudes dos familiares caso o doente chegue a óbito (Costa, 2000).

Em uma das pesquisas mais atuais no campo do serviço social voltado para a saúde, Vasconcelos (2002) direcionou seu estudo para os profissionais que atuam no estado do Rio de Janeiro, entretanto, estabelece uma correlação com nossa legislação profissional quando escreve sobre a alta social (remoção para casa ou asilamento a partir de uma solicitação do serviço social) e demonstra que esta mesma legislação deixa uma lacuna quando há necessidade de remoção do paciente para outra unidade de saúde. Cabe ao assistente social posicionar-se sobre a transferência do paciente de um serviço de saúde para outro, situação denominada de forma recorrente por remoção.

No caso da comunicação por óbito, cabe ao médico a responsabilidade por tal informação devido à necessidade de complementar ações prestadas após o momento da morte do paciente. Vasconcelos nos diz que o contato estabelecido do assistente social com os familiares proporciona um diferencial em termos de apoio e orientações sobre o sepultamento. Sabemos que alguns benefícios institucionais e também aqueles abarcados por outras instituições são ofertados pelo profissional de serviço social em auxílio às famílias mais carentes.

De acordo com a legislação do Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro, o assistente social não deve participar da comunicação de óbito de usuários que nunca foram atendidos pelo serviço social. Entre nós, assistentes sociais que vivenciamos a morte de seres humanos em nossa rotina de trabalho, presenciamos repetidamente o descaso com este momento para os familiares e o excesso de informações truncadas sobre sepultamento e seguros assistenciais, como o caso do seguro acidente por causa comum ou acidente de trabalho. Ao usuário que chega vítima de um acidente urbano nos hospitais, raramente presenciamos uma avaliação cuidadosa sobre a causa mortis. E aquele que adoece e vem a morrer dentro do ambiente hospitalar, conta com pouca (ou nenhuma) informação sobre o seu adoecimento e morte para suas famílias.

O interessante é observar que o serviço social sempre é acionado quando o usuário não tem registro de nenhum familiar por ele ou com ele durante seu atendimento. A preocupação da equipe de saúde, em hospitais gerais, por exemplo, é se o paciente vier a ter alta e não ter para onde ir. Como desocupar o leito após seu restabelecimento se não conta com ninguém para retira-lo do ambiente hospitalar?

Com os familiares por perto, começa o trabalho de responsabilização destes para auxiliar nos cuidados com este paciente. E isso é uma função atribuída historicamente ao serviço social. A formação do cuidador ganhou hoje requinte de profissão. Antes o familiar era um ente querido que se dispunha a ajudar no restabelecimento de seu consangüíneo. Hoje, um familiar treinado que deverá se especializar em técnicas hospitalares de tratamento e recuperação do seu doente. Afinal, alguém deverá assumir o “ônus” de ter um familiar doente. E quando não se assume, a equipe de saúde trata de designar o familiar ou amigo mais atento nas visitas médicas para este fim.

Sabemos que o papel do cuidador muitas vezes supera tal análise simples como a realizada acima. Entretanto, aquelas funções médicas de consultar, diagnosticar e tratar são acompanhadas pelo trabalho dos assistentes sociais com as famílias – que muitas vezes desempenham este papel silenciador de demandas que perturbam a ordem hospitalar. 

Em situações as quais o acompanhamento é realizado a crianças, o assistente social elabora a alta social em equipe, pois geralmente torna-se necessário acionar instituições como o Conselho Tutelar ou algum âmbito do sistema judiciário relacionado à infância. A família nestes casos não deve ser somente “informada” da alta ou morte do seu paciente, mas preparada e orientada a atuar neste fim.

O depoimento dos assistentes sociais que trabalham nesta área se repete quando perguntados sobre a relação com a família. Todos dizem que a família é mais bem orientada e esclarecida tanto no momento da alta por cura do seu doente quanto no momento da morte. É para o setor de serviço social que os familiares se dirigem quando recebem uma notícia como estas e não tem condições sociais de agir em prol do seu ente em recuperação ou já morto.  “Não é só colocar as pessoas na rua” (Vasconcelos, 2002).

O trabalho dos assistentes sociais nos hospitais em situações como estas se resume a dar voz ao familiar e deixá-lo extravasar sua tristeza ou insatisfação. Ter uma alta orientada. Dar apoio aos familiares que perderam alguém ou orientar sobre seus direitos sociais neste momento tão soturno e confuso.

Talvez por isso tão pouca bibliografia é encontrada sobre a atuação do serviço social nos hospitais ou unidades de saúde quando se refere à morte. Apesar dos assistentes sociais reconhecerem, em sua maioria, o valor de sua atuação em um momento de dor, atribuem menor valor aos cuidados com aqueles que já morreram de forma indireta: seus familiares. Muitos não gostam de falar sobre a morte de um usuário que acompanhou, ou relatam com depoimentos reticentes sobre os casos de atendimentos aos familiares de uma pessoa que já tenha acompanhado e veio a falecer.

A atividade de comunicar o óbito torna-se um problema para a equipe, principalmente quando a morte não era esperada. Quando a evolução do tratamento não mostra efeito rápido e a morte clínica já é sabida, a preparação dos familiares vai se dando aos poucos, com o objetivo de amenizar sofrimentos, conflitos ou problemas.

Sobre os demais profissionais, os assistentes sociais sempre se colocam favoráveis a atuar de forma conjunta no que se refere à alta social, remoção, atendimento aos familiares, acompanhar o tratamento do usuário através de visitas domiciliares; mas nunca quando se refere à morte. A discussão sobre a promoção do acesso aos direitos sociais, tão repetida pelos profissionais de serviço social, parece esvair quando relacionada ao usuário que falece e seus familiares à espera de um rumo ou uma simples orientação. A noção do acesso parece se perder frente àquela família que chora. O destino da finitude humana coloca um ponto final no nosso contato com a família que está à nossa frente. Fica a noção de que não há mais nada a se fazer; tudo o que for feito a partir dali é um mero procedimento burocrático.



Escrito por Serviço Social e Saúde às 13h46
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